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9 de abr de 2014

Jogos Vorazes - O que não está escrito

 Olá tributos, are you ok? Eu acho que vocês já sabem o quanto eu sou louca pela trilogia "Jogos Vorazes" e estou pirando pela estréia do primeiro trailer de "A Esperança" e vim aqui postar alguns "futuros" bem, histórias que estão além dos olhares de Katniss.
 Aviso:: Se você ainda não terminou de ler todos os livros não aconselho a ler pois contém spoiler, se já leu como eu fique à vontade!
 Eu sei que em algumas partes você irá chorar!
Katniss acordara num péssimo humor. Fazia um ano desde aquele dia horroroso, no qual o barulho das bombas somado ao vermelho do céu tinham levado sua irmã embora. Só queria voltar a dormir, mas Peeta parecia ter outros planos para ela. Preparou o melhor café da manhã de todos os tempos e, depois, levou Katniss de olhos vendados até o lado direito da floresta, o qual ela nunca tinha se dado ao trabalho de explorar; só havia uns poucos arbustos ali. “Peeta, mas o quê…” “Pronto, sua chata! Pode abrir os olhos.” Katniss mal acreditou no que viu. Flores, de todos os tipos. Rosas, roxas, vermelhas, brancas; “Peeta, mas o quê você fez?” “Eu? Nada. Só achei o lugar. Acho que o fogo não conseguiu chegar aqui durante o incêndio. Legal, né?” “Mas… Quem…” “Gastaria seu tempo procurando sementes pra criar um jardim num lugar como esse? Nossa, não tenho ideia. E o curioso é que já faz mais de um ano, mas ele continua aí.” Katniss sentiu uma lágrima escorrendo. “Não é porque ela foi embora que o que ela fez deixou de existir. Ok? É nisso que temos que nos concentrar. Tomar conta do que ela nos deixou. Agora, vamos pra casa. Temos que cuidar da pior herança de sua irmã: Buttercup! Como eu amo aquele gato.” Katniss ficou alguns segundos observando enquanto Peeta se afastava. Estava atônita com o pensamento cada vez mais real que tomava conta dela. Uma ideia, na verdade. Estava se apaixonando por Peeta Mellark.

Gale estava em sua casa no 2 quando ouviu o barulho. Andou até a porta e, sem nem sequer precisar abri-la, percebeu quem era pelo cheiro de álcool. “Haymitch”, falou, deixando o homem entrar. “Eu preciso de uma bebida. Mais bebida.” Gale foi até a cozinha e voltou com uma garrafa de uísque. Juntos, o ex-mentor e o ex-caçador beberam, num silêncio que se estendeu por um longo tempo. “Não gosto daqui”, anunciou Haymitch, finalmente. “Vim a trabalho, mas… São pássaros demais.” “Algum problema com os pássaros?”, Gale deu uma risadinha, e o homem entendeu que ele sabia sobre Maysilee. “Nenhum, garoto-explosivo”, respondeu, dentes trincados. Gale suspirou enquanto, novamente, ficavam em silêncio. “Vai passar?”, perguntou Gale após alguns minutos. “Esse vazio?” Haymitch fez que não com a cabeça. “Cara, eu sinto falta da minha melhor amiga”, disse, como quem comenta o tempo. Gale tomou um gole de sua bebida antes de falar. “Eu também.”

Finnick estava na água. Annie e o filho esperavam, ansiosos, na areia. “Finnick Odair!”, chamou Annie, num tom de voz que faria até mesmo o mais forte dos tributos ter medo. “Saia dessa água agora! Vai pegar um resfriado!” Finalmente, fazendo bico, Finnick concordou em voltar para a superfície. “Você é muito chata!”, exclamou, ignorando a toalha que lhe fora oferecida e abraçando Annie. “Ai, Finnick! Você está molhado, droga!” Ele lançou um olhar de cúmplice para o filho. Em questão de segundos, o homem e a criança haviam erguido Annie. Rindo, ela implorava para que eles a soltassem enquanto era jogada no mar. No segundo em que seu rosto bateu na água fria, ela acordou. Seu filho dormia na cama ao lado. Ainda meio sonâmbula, Annie foi avançando pela areia, o mais perto possível do oceano. “Finnick Odair! Saia dessa água agora! Vai pegar um resfriado!”, gritou. Sem resposta. “Vem logo!” Ele nunca veio.

Peeta amava crianças, antes e depois das teleguiadas o mudarem. Porém, conforme foi conhecendo Katniss, lentamente perdeu as esperanças de construir uma família com ela. Ficar com o amor da sua vida era um preço alto para desistir de um de seu sonho de ser pai, mas Peeta estava certo de sua decisão. Até que, alguns anos após o fim da guerra, estava trabalhando na recém-construída padaria do 12. Katniss havia acabado de voltar de sua caçada matinal. Mal entrou na cozinha e foi para o banheiro vomitar. “O que foi?” “Quero vomitar”, respondeu ela. Ele a seguiu, segurando seu cabelo enquanto ela terminava de pôr o almoço para fora. “Obrigada”, agradeceu Katniss quando finalmente terminou. Ele sorriu. “Eu cuido de você. É o que eu faço.” “Mas e se eu te dissesse que não é só de mim que você vai ter que cuidar?” Peeta ficou confuso. Então, abriu o sorriso mais sincero desde o dia de seu casamento. “É mesmo?” Ele abraçou a mulher e, em seguida, começou a chorar. “Ei!” “Podemos chamar o bebê de Pãozinho?” “NÃO.”

No casamento de Finnick e Annie, Haymitch conseguiu, pela primeira vez em meses, alguns minutos de folga. Não que isso significasse qualquer tipo de felicidade. Estava apoiado numa mesa, sozinho e carrancudo. Não era o único. “O que está fazendo aqui parado?” Gale suspirou. “Não estou muito num clima pra festas. Quer dizer, um bolo. É assim que ele pretende reconquistá-la?” Haymitch deu uma risadinha. “Não gosto que fale mal do Peeta, garoto. Ele já salvou minha vida mais de uma vez. E a de Katniss também. Vocês dois são idiotas por gostarem dela. Mas você é o mais idiota, assim como eu. Teve anos e anos e deixou pra fazer algo apenas quando a perdeu”, ele tomou um gole de sua bebida antes de acrescentar, amargurado: “Que saudade da Effie Trinket.”

Na primeira vez em que Peeta andou pela floresta do 12 após o fim da guerra, Katniss estava com ele. Aquilo foi um erro. O garoto rapidamente se lembrou sobre como observara durante anos ela indo para lá com Gale. O veneno das teleguiadas, remanescente em sua corrente sanguínea, fez despertar um instinto assassino que estava há muito adormecido. Foi a garota virar de costas que ele, segurando uma flecha, tentou atacá-la. Katniss gritou, desviando no último segundo. Ele a derrubou no chão. “VOCÊ VINHA AQUI COM ELE!”, urrou Peeta. “PRA QUÊ FOI ME TRAZER NESSE LUGAR?” “Peeta, eu não…” Foi então que sentiram o cheiro de fumaça vindo de algumas árvores adiante. “HAYMITCH!”, gritou Katniss imediatamente. “HAYMITCH, ME AJUDA!” Em questão de segundos, o ex-mentor apareceu. “Haymitch! O que faz aqui?”, perguntou Peeta. “Pondo fogo nuns ninhos de teleguiadas que eu e sua namorada achamos.” Peeta virou-se para Katniss, confuso. “Achei que você odiasse fogo. Nem mesmo acende a lareira.” “E ela odeia”, respondeu Haymitch. “Mas nós dois concordamos que odiaríamos ainda mais te ver sofrendo caso fosse atacado de novo. Agora, vocês podem fazer o favor de me explicar…” Mas Peeta já levantara Katniss no chão e a envolvera num abraço, chorando. “Desculpa. Por favor, desculpa.”

Marvel sempre achara Glimmer maravilhosa. Quando eles tinham cinco anos de idade e ela falava sobre como ia ser uma princesa, usar uma tiara de princesa e um vestido de princesa. Quando eles começaram a treinar na Academia e ele não conseguia parar de olhar para o rosto dela, a ponto de precisarem treinar em salas separadas. Quando ela usou seu melhor vestido no dia da Colheita. Quando, no desfile de tributos, ela realmente conseguira realizar seu sonho de infância: parecia uma princesa. Quando foi ela continuou linda naquela roupa dos Jogos. Marvel julgava ser um amor pela aparência da garota; ela era linda, atraía olhares, e estava ali por aquele motivo. Apenas percebeu que estava errado quando virou para trás e, por um segundo, viu o jeito que Glimmer havia ficado depois das teleguiadas. O rosto totalmente deformado, quase que irreconhecível. Quando já estava longe o bastante, franziu a testa, perguntando-se o que estava acontecendo. Porque ainda achava Glimmer maravilhosa.

Finnick chegou em casa. Havia passado o dia fora, pescando com o filho. Eles resolveram assustar Annie: o menino apareceu de repente na janela por onde ela estava olhando, mas Finnick entrou na casa e a abraçou antes que ela tivesse tempo de ficar com medo. Ela riu, anunciando que o jantar estava pronto. Annie Cresta podia ser uma pessoa maravilhosa e tudo mais, mas o fato era que sua comida era horrível. “E então?”, perguntou, depois que eles provaram o peixe. “Perfeito, Doida…”, disse Finnick, erguendo um polegar e tentando não vomitar. “Realmente, mãe… Diferente”, completou o filho. Ela sorriu, radiante. “Eu sempre gostei de cozinhar. Há anos que Finnick testa meus pratos. Não é mesmo, Finn?” “Por quê?”, murmurou o filho para o pai. “Porque eu a amo”, respondeu Finnick entredentes. “E você também, então trate de comer tudinho.” “Acho que prefiro jogar tudo no esgoto.” Esgoto. A palavra ecoou na mente de Finnick. E, de repente, lá estava ele. Acordado. Na Capital. Suspirou, levando a concha que Annie o dera à boca, falando como se ela pudesse ouvi-lo. “Me desculpe, Doida. Mas eu tenho que fazer isso por vocês dois.” Finnick pôde jurar ter ouvido um soluço.

Créditos: Real or Not Real?

2 comentários:

  1. Nem assisti à Em Chamas, então acho melhor nem conferir, IUHASIUHAIUAHS' :3 Mas achei legal o fato de você ter postado a segunda face dos fatos que Katniss conta!

    Um enoooooorme e grande beijo,

    Juu-Chan || Nescau com Nutella

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